Comportamento

Mãe e Maconheira (Porque não?)

O assunto é delicado e muito polêmico. Ainda há um grande preconceito a usuários de Maconha, mas é ainda maior quando a pessoa em questão é mãe. Mãe fumante ok,
mas mãe maconheira?! Ah, isso não! Somos taxadas de irresponsáveis e questionam até o nosso amor pela criança, o que é um grande erro, pois, uma coisa não se relaciona a outra.

Polémicas a parte, quero dividir a minha experiência, primeiramente como grávida, e agora como mãe maconheira.

Quando eu soube que estava grávida, mesmo sabendo dos benefícios da erva fiquei com certo receio, pois, são pouquíssimos estudos sobre o tema.

Eu tinha muitas dúvidas, se acaso poderia afetar o desenvolvimento psicomotor, se poderia causar algum problema de saúde grave, se poderia causar um parto prematuro, e muitas outras duvidas cruéis que me deixaram realmente preocupada.

“Maconha ajudou a aliviar náuseas e a falta de apetite causada por isso…”

A primeira coisa que fiz foi conversar com uma amiga próxima que fuma cannabis também e é mãe de dois meninos, se ela havia fumado em alguma das duas gestações. Contou-me que fumou sim nas duas gestações e explicou que não viu tantos riscos quanto os que eu pensava. Disse também que fumava pouco, mas ajudou a aliviar náuseas e a falta de apetite causada por isso, e que os seus filhos nasceram muito saudáveis e são muito inteligentes.

Me falou também sobre a Dra. Melanie Deher, que realizou um estudo em 1992,
analisando e comparando os pesos de nascimento e o desenvolvimento precoce de bebês filhos de mãe “maconheiras”, com filhos de mães “caretas”.

Recém Nascidos da Maconha
vs Recém Nascidos Caretas

Ela descobriu que bebês recém-nascidos expostos à erva durante a gestação tiveram melhor estabilidade fisiológica, eram mais sociáveis e demonstravam mais estabilidade nos primeiros 30 dias, eram menos propensos a demonstrar desequilíbrio emocional, sendo assim mais tranquilas. A Doutora também conclui depois de 5 anos de acompanhamento, que não existiam relações negativas, e as crianças eram mais flexíveis e tinham mais autonomia.

“…Não existiam relações negativas”

Isso realmente me deixou mais tranquila, e logo senti os benefícios com relação a enjoos, náuseas e problemas para me alimentar, tive enjoôs até o último mês de gestação, e a erva me ajudou muito. Eu fumava um baseado e a sensação ruim passava, eu conseguia comer bem e isso sem dúvidas foi muito importante.

Meu filho nasceu em Novembro de 2016, muitíssimo saudável e esperto, já com os olhinhos abertos e tentando enxergar o mundo novo que surgia para ele.
Passamos três dias na maternidade, tudo tranquilo… Chegando em casa, primeiro dia, bebê dormindo, fumei um baseado com meu marido…

Fiquei naquela, vou amamentar, Será que no leite vai ter traços da erva e Será que há outras mães maconheiras no mundo?

Essa parte eu conto pra vocês no próximo mês!

Paola F.,
Mãe, maconheira, autônoma e que deseja mais compreensão e menos hipocrisia.

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